Críticas

Crítica do Mestre José Pagano

por Atelier Jung, sexta, 29 de outubro de 2010 às 12:20

Olá Jung, como vai voce. Olha !!. O gestualismo que envolve a sua pintura, acrescida da abstração das formas e cores, faz lembrar, o tachismo. do pintor americano Jackson Pollock. uma das maiores expressões da pintura contemporanea. Jung a sua pintura trafega por caminhos criativos da pintura abstrata gestual. tendo em vista a sua forte expressão, empaste e força. Parabéns. Jose Pagano. artista plastico. Paraibano., BRASIL. acesse: ARTESJOSEPAGANO.BLOGSPO,.COM

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Dois lados de uma mesma moeda

Tachismo, expressionismo abstrato, abstracionismo lírico, action painting são estilos artísticos de cuja pintura de Jung podemos pinçar elementos que povoam suas criações plena de densidade e cores. No entanto, rotular sua pintura como subjugada a um desses movimentos é limitar sua concepção artística a um parâmetro que foge à natureza de seu trabalho.

Já definindo um estilo próprio pela busca de um abstracionismo em que a gestualidade preenche o espaço pictórico com pinceladas vigorosas e generosas massas de tinta, o artista cria seu campo cromático atendendo a uma significação do espírito, viajando nas derivações trazidas pelas interações de cor ou na casualidade harmônica em que convivem, lado a lado, as manchas de cores frias e quentes. Assim, a densidade do resultado sobrevém do produto de um efeito em que interagem cores, não importam quantas, ou da convivência harmônica de um casal delas.

Para chegar ao produto de sua arte, Jung não se preocupa se vai gastar 10, 20 ou 50 tubos de tinta. Em suas telas de cânhamo, de médias e grandes dimensões, os efeitos se sucedem em volumes cromáticos, como a formar fenômenos naturais entrecortados pela intervenção plástica do artista, com sensibilidade e coerência com seu estilo. Massas de tinta que se mesclam em favor do acaso criativo lembram um pouco a técnica de Iberê Camargo, sem nenhuma intenção comparativa. Jackson Pollock, Hans Hartung, Emil Nolde são alguns artistas universais cujas obras iluminadas são a fonte que leva ao caminho espiritual do abstracionismo do artista. E assim ele vai evoluindo sua arte, fortalecendo seu estilo e criando novas obras, com energia e ritmo, para nosso deleite visual.

Jung, como o homônimo famoso psicanalista, remexe no inconsciente para construir, não com palavras ou teorias científicas, mas sob forma de cores, sua complexidade artística que vem através de uma gestualidade que produz beleza pictórica e tensões visuais que alimentam o espírito dos apreciadores.

Seu gosto pela arte vem do convivio com o tio, marchand e antiquário, cujo apartamento era repleto de obras de artistas pouco conhecidos então, mas muitos dos quais reconhecidos hoje no mercado de arte. Lá, o menino observava, com um misto de encanto e curiosidade, a parede preenchida de quadros enriquecidos de cores e formas, dos mais variados estilos e influências artísticas, enquanto o tio negociava com os clientes. Com o próprio tio, já amadurecido, pessoal e profissionalmente, Jung começou a comprar quadros de sua loja e formar um grande acervo, nutrindo cada vez mais sua fome de arte e seu perfil de colecionador. Não satisfeito em reunir obras de outros artistas, o passo seguinte (natural para quem ama a arte) foi preencher o vazio de suas perturbações de espírito com telas, pincéis e tintas. E a surpresa foi perceber que o talento veio a revelar-se, complementando suas raízes de apreciador e colecionador. O advogado, Dr. Wladimyr Jung e o artista plástico, Jung são agora a mesma pessoa, com a mesma sensibilidade em letras jurídicas e artísticas. Dois lados de uma mesma moeda.

– Cláudio Ignatiuk Wanderley – Jornalista e artista plástico

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Uma resposta para Críticas

  1. Robson Villas disse:

    JUNG: A grande descoberta

    Não sei se esses tempos de crise me deixam talvez um pouco cético ou muito inspirado a enxergar nuances que não consigo divisar em tempos normais. Nas minhas andanças por essa nossa querida cidade maravilhosa dia desses, ao passear pela nossa linda orla de Copacabana, com suas ondas e areias bem ali, gratuitamente a disposição de quem quiser e souber aproveitá-las, e sem querer dei-me conta de que a beleza está nos olhos de quem a vê. Cada pessoa tem seu modo e jeitinho todo especial de admirar o belo, e posso dar um exemplo claro do que estou tentando passar para vocês, ao chegar no final da Avenida Atlântica entrei no “Shopping Cassino Atlântico”. Composto em quase toda a sua totalidade de Galerias de Arte e joalherias, pus-me a admirar suas lojas repletas de peças de arte e jóias finíssimas, capazes de deixar qualquer admirador de arte com o queixo nos pés. Obras de arte dignas de constar em qualquer grande museu do mundo. Em uma de suas galerias cujo nome me recordo facilmente, “Galeria Rodin”, que fica situada no segundo andar do shopping, fui obrigado a desviar minha atenção, pois era a única galeria com várias pessoas a admirando os quadros exposto, em especial um que todos direcionavam a atenção. A minha curiosidade que não é pequena me fez ser mais um diante daquela maravilha, era uma tela enorme de um colorido e uma beleza tal que se tornava impossível ficar inerte diante de tal beleza Não tenho certeza, mas acho que nunca vi em minha vida um quadro com aquela quantidade de tinta, tão generosamente distribuída, de forma que só os grandes artistas sabem como fazer. Eu que sou admirador das obras de Iberê Camargo vi ali naquela tela a progressão do que seria hoje o trabalho dele, se estivesse vivo. Tive que me informar com o dono da galeria, um jovem também amante das artes de nome Alexandre, e logo se percebe que se trata de um grande conhecedor de mercado de arte. Obtive prontamente a informação que o nome do artista era Wladimyr Jung, conhecido advogado militante no Rio de Janeiro. Segundo informações obtidas, ele sempre soube que tinha um grande artista dentro de si e que quando o libertou, começaram a surgir essas estupendas obras que, para quem não conhece o seu trabalho leva-nos a pensar tratar-se de “Incorporação espiritual” do renomado artista americano “Jackson Pollock”. Tive o raro prazer de admirar e poder ver ao vivo outros trabalhos do Jung em seu atelier. Acredito que a minha pouca intimidade com a arte contemporânea me diz que, sem sombra de dúvidas, em bem pouco tempo esse rapaz de nome Jung inscreverá seu nome entre os grandes da arte contemporânea universal. Quem viver verá! Gravem bem este nome “Wladimyr Jung”.

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